Trauma no esporte

Nesta semana, a cidade de Curitiba receberá uma atração esportiva de grande destaque mundial, o UFC.  O UFC entra em uma categoria esportiva com intenso contato físico e com riscos elevados de lesões corporais e traumas oculares.

Esportes que aparentemente são mais tranquilos também podem ter altos riscos de lesões oculares como: tênis, squash, pólo aquático, handebol, futebol, vôlei e etc. A bola de tênis ou squash se tornam as grandes  vilas destas atividade esportivas. Já nos esportes coletivos além da bola, existem os traumas diretos como cotoveladas e socos acidentais. Já os esportes de luta como UFC, judô , karate , Taeknowdo os traumas oculares diretos acontecem com socos, cabeçadas, chutes e dedadas  no rosto que atingem o olho . Classificamos esta categoria de trauma como: trauma ocular contuso, que são aqueles sem perfuração ocular.

Os traumas oculares podem evoluir com lesões oculares como fratura de órbita (traumas violentos como cabeçadas, quedas ou esportes automobilísticos), glaucoma (aumento da pressão ocular causada por processo inflamatório do trauma), hifema (hemorragia dentro da parte anterior do olho), catarata traumática,  lesões retinianas (desde um simples edema,  roturas retinianas até descolamentos de retina) e uveítes traumáticas ( inflamações intraoculares) .

É fundamental que oftalmologistas e vítimas de traumas decorrentes do esporte dêem atenção especial às lesões da retina, pois apesar de parecerem inofensivas, em muitas ocasiões, são as que levam à perda irreversível da visão. Sempre que houver um trauma ocular, por mais simples que pareça, é importante a realização de um exame do fundo de olho, porque diferente de outras lesões, a que ocorre na retina pode ser assintomática no início. Lesões da córnea e conjuntiva são dolorosas e chamam a atenção, na retina é indolor. Descolamento de retina quando é somente na periferia não leva à perda de visão quando tratado em tempo. Mesmo quando atinge a mácula (visão central), pode ter bom resultado desde que seja tratada de imediato. Contudo, vale o alerta porque se a retina ficar totalmente descolada e por muito tempo, não será possível recuperar a visão.

Outra observação importante é o trauma em criança. Muitas vezes elas se sentem culpadas e escondem o acidente dos pais. Uma bolada ou cotovelada que tenha acontecido durante um jogo, uma brincadeira, uma situação de prática de esporte de impacto e quando percebem que houve perda da visão já pode ser tarde para a oftalmologia encontrar recursos de tratamento. 

Atletas de atividades esportivas com alto risco de trauma ocular deveriam procurar um oftalmologista com frequência, independente do trauma.  Algumas alterações  retinianas pré existentes como afinamentos da retina,  podem ser tratadas previamente diminuindo assim  o risco de descolamento de retina frente à um trauma direto.

O  Centro Paranaense de Oftalmologia (CPO) conta com  uma equipe de médicos oftalmologistas preparados para avaliar e tratar seus olhos frente a uma situação de trauma ocular.